Assim como Nova York, Londres é uma cidade cheia de mini-cidades ou territórios de estilos totalmente opostos. Eu, particularmente, tenho uma queda pelo bairro de Chelsea, para mim o mais charmoso e que reúne o maior número de bares e restaurantes que fazem meu tipo. Quando me hospedei no The Kensington, a poucos passos do Victoria & Albert museum, saí de lá encantada. Pouco conhecido, sequer tem, oficialmente, cinco estrelas (ainda). Fica em South Kensington, pedacinho ultracharmoso e chique de Londres que faz fronteira com Chelsea. Em cinco minutos a pé, chega-se a lindas lojas. Achei um charme o lobby quase austero, onde só um discreto afresco de folhagens, um enorme lustre e um vaso com maçãs servem de ornamento. Em contrapartida, as duas salas de estar não poderiam ser mais acolhedoras, com lareira, revistas boas, sofás fofos, etc.
Mas sei que tem muita gente que prefere ficar lá no miolinho de tudo, perto do Picadilly Circus, das lojas de departamento, dos museus mais conhecidos, etc. Para esses viajantes, recomendo um hotel que recentemente voltou à baila: o The Langham. Durante os anos que passou sob a bandeira Hilton tinha deixado de ser visto como um hotel de primeira linha. Agora a jóia da coroa da rede homônima, com sede em Hong Kong, o The Langham ressurgiu de seu banho de loja muito mais chique.
Inaugurado originalmente em 1865 – mas com um histórico repleto de altos e baixos – o hotel passou inacreditáveis cinco anos sendo reformado.
As paletas de cores usadas nos quartos inspiram-se em jóias preciosas – o décor neutro e clássico tem toques vermelho-rubi ou verde-esmeralda, dependendo da categoria. O lobby de mármore branco rajado de cinza mantém o ar imponente de um passado que viu reis e estrelas desfilando por suas escadarias. Mas o maior forte do Langham, em outras séculos como hoje, é sua localização no coração da Londres turística, em plena Regent Street.
Aqui, fotos da suíte presidencial, com banheira de fundo infinito:
The Kensington Hotel: 109-113 Queens Gate, tel. 44 20 7589-6300, www.doylecollection.com
The Langham: 1c Portland Place, Regent Street, tel: (44) 20 7636 1000, london.langhamhotels.co.uk
Estou a mil escrevendo uma reportagem sobre Lisboa para a próxima edição de Wish Report, e tenho adorado “revisitar” a cidade através de minhas fotos e anotações de viagem. Além de contar e mostrar tudo o que vi, ando pesquisando novidades surgidas depois de minha estadia lá.
Foi assim que fiquei sabendo da abertura do Terreiro do Paço, o restaurante que fica no terreiro histórico de mesmo nome.
Explicando: a prefeitura de Lisboa ficou um tempão reformando o chamado Pátio da Galé e o Terreiro do Paço, onde existiu antigamente o Paço da Ribeira, morada da família Real. é a sede do poder em Portugal desde há séculos e é também o local de confluência das diversas culturas do mundo português, que desde sempre teve aqui a porta de entrada na metrópole. Aqui ficava situado o palácio real, assim como os entrepostos comerciais da Casa da Índia e da Casa da Mina e da Guiné. O Pátio da Galé, onde o restaurante se insere, foi criado na época pombalina e deve o seu nome às funções originais, em que servia de albergue ao arsenal da Marinha.
O novo restaurante-bar Terreiro do Paço tem três salas, quase temáticas, além de duas esplanadas, uma na praça do Terreiro do Paço e outra coberta e abrigada pelas arcadas do renovado e espaçoso Pátio da Galé.
E a comida? Comfort food, ou portuguesa renovada.
No almoço, durante a semana, serve bufê (12 € por pessoa). De quinta a sábado funciona também como bar até às 2 da manhã.
A revista Time Out de Lisboa disse o seguinte sobre o novo restô:
“O Terreiro do Paço já foi um dos restaurantes mais emblemáticos da cidade. Um sítio sério, com boa pinta, para almoços e jantares de negócios, com gente engravatada a comer ou petiscar. Até que, há dois anos, a praça foi para obras, o restaurante foi com elas e o chef Vítor Sobral foi à sua vida. O Grupo Lágrimas não desistiu. Ficou com o espaço e a semana passada apresentou um projecto radicalmente diferente, que não tem um, mas vários chefs à frente da cozinha.
Quer isto dizer que vão cozinhar todos ao mesmo tempo? Calma, o espaço é grande, mas não cabem lá todos. “Vão estando à vez”, explica Miguel Júdice, presidente do grupo. E neste caso, fala de chefs como Albano Lourenço (com uma Estrela Michelin no restaurante Arcadas da Capela, em Coimbra), Luís Casinhas (da Cantina da Estrela), Miguel Oliveira (dos restaurantes do Casino Lisboa) e até uns toques de Joachim Koerper (Eleven).
(…) O Terreiro do Paço é agora uma tasca fina, com uma ementa feita do melhor de cada um dos chefs.”
Terreiro do Paço: Pátio da Galé, tel. (210) 995679
Achado em Copacabana: hotel Tulip Inn
Fui recentemente ao Rio e voltei um pouco chocada com os preços dos hoteis na cidade. Altíssimos! Como não é sempre que a ocasião justifica um Fasano ou um Copa, vivo tentando achar alternativas que, mesmo oferecendo bem menos luxo e estilo, sejam bacanas o suficiente para valer uma recomendação a amigos ou leitores.
Pois acabei achando uma boa: o Tulip Inn em Copacabana. Esse quatro estrelas, em plena Avenida Atlântica, está sendo completamente refeito. O lobby e o restaurante Branch já estão de cara nova há algum tempo e achei super de bom gosto:
Já os quartos…. não são nenhuma Brastemp. Mas quebram um bom galho. Especialmente aqueles que já passaram por reforma e ganharam ares contemporâneos.
O visual oitentinha, original do hotel, ainda permanece na maioria dos quartos – não se sabe quanto tempo levarão para reformá-los todos…
Como havia dito, nada assim de alto luxo, mas escolhendo um quarto reformado, com essa vista matadora e diárias começando em R$ 325 reais, não há do que reclamar… (exceto a falta de uma piscina, talvez!).
Hotel Tulip Inn Copacabana: Av. Atlântica, 2554 – Copacabana. Telefone : (21) 3545-5100
Os hoteis do Grupo Morgans não são assim nenhum Four Seasons: focam em design e badalação e deixam um pouco de lado “detalhes” como serviço e conforto. O Hudson, a uma quadra do Columbus Circle, no Midtown novaiorquino, é ótimo exemplo. Lindo lobby, lindo bar, linda biblioteca, música eletrônica tocando sem parar e… quartos minúsculos e escuros, corredores estreitos. O Delano, em Miami, tem quartos bem mais caprichados mas mesmo assim…. é hotel-balada, sabem?
Agora, o grupo está lançando mais um hotel em Nova York, o Mondrian Soho (eles são donos também do “Starckiano” Mondrian de Los Angeles).
O Morgans Soho, inaugurado em fevereiro, replica a estética surrealista dos outros hoteis do grupo:
Os quartos standard, pelo que dá para notar nas fotos, disfarçam o pouco espaço com muita luz natural e uma paleta de cores náutica e alegre:
A temática branco-azul-espelho repete-se nos apartamentos maiores….
O hotel fica numa parte meio erma do Soho, bem lá para baixo, quase chegando na Canal Street, a rua dos vendedores de perfumes e bolsas falsificados. O bar do hotel, aliás, inspira-se nessa Chinatown tão próxima e tem décor todo bordell0-chinês.
Mas o grande trunfo do hotel é, sem dúvida, o restaurante. O Imperial No. 9 tem tudo para virar modinha, graças ao guapíssimo chef Sam Talbot, que foi alçado à fama, nos Estados Unidos, ao desempenhar bem no reality show Top Chef.
O The New York Times deu uma ótima reportagem sobre ele, contando não só sua história mas namoros passados e obstáculos por vir.
Mondrian Soho: 9 Crosby St., Soho, Nova York, tel. (1-212) 389-1000
Se eu contasse para minha irmã quantos hotéis andam abrindo em Londres – onde ela mora – de bate-pronto, ela responderia: “it’s the Olympics, stupid”.
Savoy, Four Seasons, etc etc etc.
De fato, só pode ser isso mesmo: as Olimpíadas 2012 impulsionando as inaugurações. O fato é que nunca vi tantos hotéis abrindo em Londres na mesma época. Uma verdadeira enxurrada!
O último da leva? O lindinho Corinthia, com pinceladas de verde-ervilha, chique, de frente para a roda-gigante London Eye.
Vi as fotos. Gostei muito. Agora, resta fazer o test-drive!
Corinthia Hotel: Whitehall Place
Tel: +44 (0) 20 7930 8181
E-mail: london@corinthia.com
Eu já tinha contado, neste espaço, que o celeb-chef Mario Batali abriu há pouco o Eately, espécie de Disneylândia para foodies. Em dezembro finalmente fui conhecer o megamercado gourmet e fiquei impressionada com a quantidade de tudo: gente, chocolate, carne, sorvete, pão, massas. Uma bagunça alegre, em suma, que combina compras e gastronomia (há vários “restaurantes” dentro do mercado, cada qual com uma especialidade).
Mas no meio daquele formigueiro há um canto mais reservado e pacífico: o restaurante Manzo. Apesar do nome (boi, em italiano), seu menu vai muito além de carnes. Bob Noto, um amigo de Turim e grande conhecedor do assunto, jantou ali na sexta-feira e me garantiu que os melhores pratos são a carne crua, a codorna frita, o vitello tonnato e o papardelle com ragù di salsiccia. O chef é Michael Toscano, ex-Babbo. Dei um pulinho lá, adorei. Mas adorei ainda mais ter chegado depois que o lugar já tinha fechado ao público e depois de comer alguma coisa no Manzo ainda pude passear pelo Eataly vazio, como se fosse o quintal da minha casa, conversar com o padeiro, tirar fotos… priceless!! Vejam as fotos abaixo….
Manzo at Eataly
200 5th Avenue, tel. (212) 229-2180, http://eatalyny.com
Homaro Cantu, chef-proprietário do restaurante Moto, em Chicago, acaba de abrir um outro restaurante na cidade, chamado iNG. Mas quem é ele? Qual a importância disso? O chef, um tanto excêntrico e atrevidamente criativo, ficou famoso pelas técnicas que usa para transformar queijo de cabra em neve, amido de milho numa nova pipoca com cara de isopor, e gema de ovo em crouton, por exemplo. Já foi capa da extinta Gourmet e da Fast Company e é dono de uma empresa que bola utensílios de mesa e cozinha dos mais mirabolantes. Ele cozinha no dia-a-dia com equipamentos como uma câmera de dióxido de carbono, raio laser e uma impressora única (e patenteada) que usa caldos aromatizados ao invés de tinta, e papel feito de soja e maisena. Mas há gastronomia séria por trás de tanta pirotecnia“fazer comida gostosa é mais importante do que a ciência”, diz o chef.
No novo iNG ele inclui no menu sua versão de um prato que anda super na moda, o sanduichinho à coreana de buns no vapor, porco e cogumelos enoki, assim como carne wagyu com crispies de soja. Para acompanhar ele sugere chopps feitos ali mesmo e com sabores estranhos como o The Precinct (doughnuts e café) ou Barley Tea (cerveja de chá verde com mel de flor de laranjeira).
iNG: 951 West Fulton Market Street, Chicago, tel. (855) 834-6464
Londres tem vivido uma época dourada na hotelaria. Não só há uma série de cinco estrelas com inauguração prevista para 2011 – entre eles o 45 Park Lane, quase vizinho ao Dorchester – como alguns velhos clássicos voltaram à cena mais luxuosos do que nunca e, principalmente, antenados com os gostos atuais.
Há pouco tempo, neste espaço, contei da reinauguração do The Savoy, um ícone londrino que passou por uma metamorfose multimilionária. E agora, foi a vez do relançamento do Four Seasons Park Lane, que havia sido fechado em 2008 para extensas reformas.
Muita coisa mudou para melhor. O spa foi do porão para o 10o andar e tem super vistas para o Hyde Park e janelões panorâmicos, por exemplo. O número de quartos foi reduzido: agora são 192, além de 45 suítes de diversos tamanhos (algumas com lareira e terraço).
O restaurante, Amaranto, tentará uma fórmula nova e fluida: cada um come mais ou menos formalmente, no horário que quiser, podendo até escolher um de três ambientes diferentes – não é preciso reservar. Um híbrido de lounge e restaurante, de menu italianado, tocado por chef trazido de Roma.
Four Seasons Park Lane: Hamilton Place, Park Lane, Tel. 44 (20) 7499-0888
São Paulo nunca teve grandes restaurantes mexicanos. Trata-se de uma cozinha praticamente desconhecida por aqui. Mas uns dois anos atrás o casal Lourdes Hernandez e Felipe Ehrenberg começou a mudar isso. Abriram, sem alarde, a Casa dos Cariris – literalmente, a casa deles – onde servem uma vez por semana diversos pratos de seu país natal (eles são da cidade do México), em ambiente super informal e… caseiro. Reservas são feitas por email e só então o endereço é revelado. Apesar da relativa dificuldade de acesso (ou talvez até por causa do elemento surpresa) a Casa virou hype total.
Tamanho sucesso fazem os jantares mexicanos que a coisa agora vai crescer. Encantei-me com a grande notícia de que o casal vai abrir em breve algo muito maior no Itaim, com endereço oficial e horário de funcionamento regular. As pessoas conhecerão o lugar como restaurante Hecho mas na verdade trata-se de um três-em-um. Hecho é o nome da taqueria pequena que ficará na frente do espaço, servindo comida rápida: tacos, burritos, tortas (sanduíches), saladas, quesadillas.
Atrás, meio escondido, funcionará o botecão mexicano La Muerte Chiquita (arrepio, ou termo usado para descrever a sensação de orgasmo). Servirá margaritas, mezcal, micheladas… e, é claro, comidinhas mexicanas como ceviches, fundidos, tacos e enchiladas.
No mezanino, acima do bar, será recriado o ambiente da Casa dos Cariris. Lá Lourdes vai continuar a servir seus famosos jantares, seguindo o sistema original de reservas (via email, dando preferência para
Os três ambientes irão abrir para almoço e jantar sete vezes por semana. A taqueria será inaugurada logo depois do carnaval, e o boteco e Casa dos Cariris, em maio.
Vem aí uma super novidade de Ipe Moraes, o restaurateur por trás dos enormes sucessos Adega Santiago e Bottagallo (este segundo, ele tem em parceria com os donos do Pirajá, do Astor e das Casas Bráz). Consegui que Moraes contasse, em primeira mão, detalhes do novo restaurante que vai inaugurar em maio, na esquina onde era o Bar do Léo, na rua Sampaio Vidal esquina com a Maria Carolina, no Jardim Europa. Ali, bem pertinho de sua Adega Santiago, abrirá uma tasca (restaurante simples, à moda portuguesa, onde reinam os petiscos e os pratos fartos e rústicos). Reproduzo, a seguir, curta descrição do lugar, nas próprias palavras dele:
“A Tasca terá boas cervejas de casco, vinhos com preço legal, drinks diferentes e comida simples do mar, com passagens pelo nosso litoral norte paulista, e sul carioca e coisas da terrinha que em meus lugares nunca podem faltar. O lugar vai ter um ar meio surf, meio barco, com madeiras coloridas e reggae rolando. Roots total! O arquiteto é meu grande amigo e praieiro com eu, o Carlinhos Motta. Vai ter uma extensão da cozinha no salão junto ao bar, com ostras, mexilhões, vieiras, peixes frescos, embutidos etc… . Como o imóvel é meio recortado, preferi deixar assim, e vamos ter como em Portugal, Espanha e alguns lugares das antigas em São Paulo e Rio, um belo bar, balcão e mesas na entrada, e o Comedor nos fundos, onde rolam os pratos e um astral mais cozinha.”
Preciso dizer que vai ser um estouro?








































